O Homer Vitruviano

O Homer Vitruviano
Leonardo quase acertou.

Wel Come Maguila, Mas Manda Flores No Dia Seguinte

Bem-vindos, párias, desgarrados, nerds, loucos de toda espécie ou, caso esse negócio não der certo, boas vindas às minhas demais personalidades. Façam-se ouvir, façam-se sentir, façam-se opinar. E, caso falte energia ou acabe a bateria, faça-se a luz!


sábado, 24 de dezembro de 2011

Merry, nada. Rock’n’rolla Christmas!



Minhas primeiras lembranças relacionadas ao Natal tem a ver com família. Minha avó sendo vítima de bullying do único neto que ela teve, que insistia em colocar um capacete de brigadiano no cabelo de algodão doce dela, armado como uma estátua à espera do Santa Claus. Meu medo do sujeito vestido de Papai Noel que aparecia lá no apê e fazia de conta que poderia me dar relhadas se descobrisse que eu não tinha sido um bom menino durante o ano. Meu pai, sempre com aquele sorriso estampado no rosto, preparando drinques pros convidados enquanto a minha mãe ajeitava o salpicão buscado no Orpheu dentro de uma tijela de porcelana trabalhada. Natal era festa. Natal prá mim sempre foi festa.
Também lembro do Conto de Natal do Dickens, numa versão com o Albert Finney, que passava todo santo dia 24 na Band. Dos especiais dos Trapalhões e do Rei na Globo.
A cada ano, minhas convicções “religiosas” mudam, mas me torno mais emotivo em contrapartida. Nessa época, é inevitável lembrar de quem já se foi, mas insiste em permanecer por aqui, orbitando os pensamentos dos que ficaram. Meu pai, minha avó, meus tios, alguns amigos. Todos continuam dando uma banda anual pela minha mente, paramentados como o Papai Noel que eles já foram para mim em algum momento da existência.
A todos os que freqüentam esse espaço (e que são numerosos, para a minha surpresa), desejo um Natal Rock’n’rolla, como aquele filme o.k. do Guy Ritchie. Não sabe o que é Rock’n’rolla? Não tem importância. Nem o roteirista sabia ao certo. Rock’n’rolla é um estado de espírito. Impossível de descrever em palavras. Exatamente como o Natal que eu desejo a todos vocês e a mim também.  

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Rewind 2011 No Cinema

Primeiro, selecionei o meu top 10 personalíssimo das melhores experiências que tive dentro de uma sala de cinema durante 2011, sem ordem de preferência (a minha indecisão crônica, claro, me fez colocar mais cinco filmes como “menções honrosas”, uma nada singela forma de ludibriar o formato dos “dez mais”). Na seqüência, vai a lista dos 10 melhores filmes vistos em dvd ou bluray, no aconchego do lar (não entraram no páreo filmes revistos ou clássicos). E, por fim, segue uma relação de TODOS os filmes que eu vi ou revi este ano, acompanhados cada um do tweet correspondente. Nada menos que 198 produções. Ufa! Que venha 2012

TOP 10 (FILMES VISTOS NO CINEMA)

1 – Cisne Negro (Black Swan): uma obra-prima de Darren Aronofsky. Natalie Portman é o presente de Natal que todo o cinéfilo incluiu na sua lista de Natal.
2 – A Árvore da Vida (The Tree Of Life): uma experiência sensorial, tanto religiosa quanto cerebral. Ame ou odeie, é o filme mais original do ano.
3 – Melancolia (Melancholia): a depressão de Von Trier é ruim para ele, mas ótima para a Sétima Arte.
4 – X-Men: Primeira Classe (X-Men: First Class): a maior surpresa do ano, faz X-Men 3 e Wolverine passarem a maior vergonha.
5 – Super 8 (Super 8): a maneira mais fácil de voltar às matinés dos anos 80 sem precisar de um DeLorean.
6 – Rango (Rango): o melhor filme da Pixar que não foi produzido pela Pixar (aliás, Carros 2 não pode ter sido produzido pelo estúdio, os créditos devem ter sido trocados por terroristas virtuais).
7 – Meia-Noite Em Paris (Midnight In Paris): uma ode à Cidade Luz e às artes. O filme mais encantador do ano.
8 – O Palhaço: Fellini, se tivesse vindo ao Brasil, teria feito esse filme.
9 – Bravura Indômita (True Grit): os Coen fazem empalidecer o clássico de Howard Hawks com uma refilmagem original e muito superior.
10 -Gainsbourg - O Homem Que Amava As Mulheres (Gainsbourg: Vie Heroïque): outra visão felliniana, desta vez na cinebiografia de um artista encantador.

Menções honrosas: As Canções, A Pele Que Habito (La Piel Que Habito), Operação Madrinha de Casamento (Bridesmaids), Medianeras - Buenos Aires Na Era do Amor Digital (Medianeras) e Um Conto Chinês (Un Cuento Chino)


TOP 10 (FILMES VISTOS EM DVD/BLU RAY)

1 - Sede de Sangue (Bakjwi): as três palavrinhas mágicas (Chan, Pak e Wook) que formam o nome de um cineasta asiático que todo cinéfilo deveria saber de cor e salteado.
2 - Exit Through The Gift Shop: Banksy é rei. Disparado o melhor documentário do ano.
3 - Mary e Max, Uma Amizade Diferente (Mary And Max): a animação mais cruel, adulta e emocionante que o cinema já produziu.
4 – Incêndios (Incéndies): o indicado canadense ao Oscar merecia ter sido indicado ao prêmio de roteiro também. Que petardo no abdômem.
5 - Lixo Extraordinário: menos por seus méritos cinematográficos, mais por seu registro de uma proposta artística única e socialmente relevante, um filme obrigatório para todos os brasileiros.
6 - Reino Animal (Animal Kingdom): a surpresa australiana do ano. Uma história simples contada com um vigor narrativo impressionante.
7 - Dzi Croquettes: o grupo teatral que eu ignorava em um documentário revelador de um momento histórico importante na cronologia do Brasil.
8 – Ataque Ao Prédio (Attack The Block): o Gremlins britânico que quase ninguém viu, mas que deveria ter sido tema de casa para toda a geração oitentista.
9 - Bebês (Bébés): o documentário mais fofo da História do Cinema. Difícil é conter a vontade de morder nenês ao final do filme.
10 - Direito de Amar (A Single Man): perto da interpretação de Colin Firth aqui, O Discurso do Rei parece montagem de peça estudantil. Acreditem em mim.


LISTA COMPLETA DOS FILMES VISTOS EM 2011 (EM ORDEM DECRESCENTE, DO ÚLTIMO ATÉ O PRIMEIRO ASSISTIDO NO ANO)

199 - Não Tenha Medo do Escuro (Don't Be Afraid Of The Dark, 2011): criaturinhas com design bacana escondidas nos buracos do roteiro. Nota 5,5

198 - Tenacious D - Uma Dupla Infernal (Tenacious D In The Pick of Destiny, 2006): um besteirol feito exclusivamente para roqueiros. Nota 7

197 - Roubo Nas Alturas (Tower Heist): bobagenzinha moderadamente divertida graças a um inspirado (raridade hoje em dia) Eddie Murphy. Nota 6,5

196 - Halloween - O Início (Halloween, 2007): Rob Zombie conseguiu a proeza de acertar o mais difícil, mas errar o beabá do gênero. Nota 5,5

195 - Amargo Reencontro (Tape, 2001): Richard Linklater (Antes do Amanhecer, Waking Life) só precisa de três atores e um cenário para dar o seu recado. Nota 7,5

194 - Inimigo Público n° 1 - Parte 2 (L´ennemi Public n° 1): de todos os prêmios que Cassel ganhou, só faltou uma merecida indicação ao Oscar. Nota 7,5

193 - Imortais (Immortals, 3D): um "samba do grego doido" prá carnavalesco gringo ver. Nota 4,5

192 - Invictus (Invictus): um filme levemente aquém do talento dos envolvidos. Nota 6,5

191 -  Missão Impossível - Protocolo Fantasma: o diretor de Ratatouille revigora uma das melhores franquias de ação de Hollywood. Filmaço. Nota 8,5

190 - Cortando Custos (The Big One, 1997): o 2º filme de Michael Moore já continha todos os cacoetes que o tornaram tão amado e odiado. Nota 7,5

189 - As Canções: Eduardo Coutinho tem a capacidade de tornar a mais mundana das confissões dos entrevistados em uma narrativa épica. Nota 9

188 - Evoé - Retrato de um Antropófago: um documentário condizente com o perfil do malucaço beleza que retrata(Zé Celso Martinez Corrêa). Nota 7,5

187 - A Noite dos Demônios (Night Of The Demons, 1988): trash divertido e criativo que só os anos 80 podiam produzir. Nota 7

186 - Noite de Ano Novo (New Year´s Eve): então era por isso que eu tinha largado de mão há tempos as comédias românticas americanas! Nota 2

185 - O Concerto (Le Concert): divertida e emocionante comédia franco-romênia que lembra o clima de Adeus, Lênin e Ou Tudo Ou Nada. Nota 7,5

184 - Namorados Para Sempre (Blue Valentine): Ryan Gosling e Michelle Williams elevam esse conto melancólico sobre o fim do amor. Nota 8

183 - Carros 2 (Cars 2): errar é tão humano que até a Pixar teve que seguir a cartilha. Nota 5,5

182 - Os Olhos de Julia (Los Ojos de Julia): suspense espanhol que já vem em conserva para virar um remake enlatado americano. Nota 6

181 - Aniversário Macabro (The Last House On The Left, 1972): a estréia de Wes Craven na direção envelheceu muito mal. Nota 6

180 - Pânico na Floresta 4 - Origens Sangrentas (Wrong Turn 4: Bloody Beginnings): as mais estúpidas vítimas reunidas num só lugar. Nota 3

179 - O Garoto da Bicicleta (Le gamin au vélo): um raro lampejo de doçura na filmografia árida dos irmãos Dardenne. Nota 8

178 - Contra O Tempo (Source Code): tramas sobre viagens no tempo geralmente são instigantes. E essa produção é dos melhores exemplares. Nota 8,5

177 - A Mulher (The Woman): alegoria feminista meio panfletária em seu significado e só indicada para quem tem estômago muito forte. Nota 6,5

176 - Inimigo Público nº 1 - Instinto de Morte (L'Instict de Mort): policialZAÇO francês que não fica devendo nada às produções americanas. Nota 8

175 - Os Falsários (Die Fälscher): impressionante como ainda existem histórias originais ambientadas na Segunda Guerra Mundial. Nota 8

174 - Medianeras - Buenos Aires Na Era do Amor Digital (Medianeras): um romance para uma geração que não dá a mínima prá Stephanie Meyer. Nota 8,5

173 - 30 Dias de Noite 2 - Dias Sombrios (30 Days Of Night: Dark Days): pfffff, mais uma continuação produzida diretamente prá dvd. Nota 5

172 - Vidas Que Se Cruzam (The Burning Plain): Guillermo Arriaga, em sua estréia como diretor, mantém a sua narrativa fragmentada. Nota 7

171 - Tudo Pelo Poder (The Ides Of March): George Clooney é o astro com a visão política mais madura e sagaz na Hollywood moderna. Nota 8

170 - Os Piratas do Rock (The Boat That Rocked): o elencaço e a trilha sonora irrepreensível não deixam a canoa virar. Nota 7,5

169 - Os Mortos (The Dead): filmezinho de zumbis cujo único diferencial é ambientação na África, o que garante a fotografia sensacional. Nota 5,5

168 - Rashomon (Rashômon, 1950): uma obra-prima que influenciou Tarantino, Bryan Singer e dezenas de outros cineastas. Nota 10

167 - A Garota da Porta Ao Lado (Jack Ketchum's The Girl Next Door): interessante suspense que vai pesando a barra aos poucos. Nota 7

166 - Floresta do Mal: Caminho para a Morte (Wrong Turn 3: Left For Dead): se uma das 10 pragas do Egito fosse um filme... Nota 1

165 - Jane Eyre (Jane Eyre, 2011): enésima (e poderosíssima) adaptação do romance clássico de Charlotte Brontë. Baita filme. Nota 8

164 - Larry Crowne - O Amor Está de Volta (Larry Crowne): comédia simpática, mas fraquinha demais pro naipe de Hanks e Roberts. Nota 6

163 - Rock Brasília - Era de Ouro: apesar dos erros de direção e roteiro, um documentário fundamental p/ quem comprou o 1° vinil nos 80´s.Nota 6,5

162 - Red State: Kevin Smith tenta mudar o rumo da carreira apostando em um suspense. Refaça o teste vocacional, Kev. Nota 5

161 - A Pele Que Habito (La Piel Que Habito): O Abominável Dr. Phibes e Frankenstein em versão almodovariana. Nota 8,5

160 - Dança Macabra (Danza Macabra, 1964): tesouro italiano com pinta de terror inglês, tem clima de sobra prá amedrontar madrugadas. Nota 8

159 - O Palhaço: emprestando o rigor formal de Wes Anderson e a alma de Fellini, Selton Mello cria um espetáculo q flerta com a perfeição. Nota 9

158 - Che 2 - A Guerrilha (Che Part Two): apesar do primeiro ato arrastado, Soderberg reencontra os trilhos graças a Benicio Del Toro. Nota 7

157 - Contágio (Contagion): ao ampliar o escopo, como em Traffic, Soderbergh dá uma visão realista e original para o seu filme catástrofe. Nota 8

156 - A Morta-Viva (I Walked With A Zombie, 1943): primeiro filme de zumbis do cinema, bem diferentes dos mortos-vivos a que estamos acostumados. Nota 6

155 - Coisa Mais Linda - Histórias e Casos da Bossa Nova: um documentário que dá uma vontade danada de se mudar pro Rio de Janeiro. Nota 7

154 - Gigantes de Aço (Real Steel): aventura familiar tão previsível quanto agradável de assistir. Nota 7

153 - Pacto de Sangue (Double Indemnity): sempre ouvi falar que era um dos melhores film noir de todos os tempos e, quer saber, é mesmo. Nota 10

152 - Atividade Paranormal 3 (Paranormal Activity 3): os diretores de Catfish dão boa sobrevida a uma franquia que já deveria estar morta.Nota 7,5

151 – VIPS: Wagner Moura é tão simpático que até o estelionatário que interpreta parece um cara legal. Nota 7,5

150 - O Irmão Mais Esperto de Sherlock Holmes (The Adventure of Sherlock Holmes' Smarter Brother,1975):Gene Wilder se aposentou cedo d+. Nota 7,5

149 - A Substituta (Vikaren): ficção infanto-juvenil dinamarquesa bobinha que dói. Nota 4

148 - Villmark: tentativa norueguesa de meter medo que esbarra na ausência total de pé e cabeça. Nota 3

147 - Um Conto Chinês (Un Cuento Chino): se houvesse premiação para melhor empresário no Oscar, o agente de Ricardo Darín levaria. Nota 9

146 - VIPS - Histórias Reais de Um Mentiroso: documentário sobre o estelionatário que fez o Amaury Jr. pagar mico em rede nacional. Nota 7

145 - Não Me Abandone Jamais (Never Let Me Go): bela dica do @marmacunha. Bonito e triste na medida certa. Nota 8

144 - A Hora do Espanto (Fright Night, 2011, 3D): me divertiu bastante, mas é uma refilmagem desnecessária e inferior ao original dos 80's. Nota 7

143 - O Poder E A Lei (The Lincoln Lawyer): fazia tempo que não pintava um bom filme de advogado vindo de Hollywood. Nota 7,5

142 - Biutiful: Alejandro González Iñárritu comanda uma bela tragédia desaconselhável para depressivos. Javier Bardem está sensacional. Nota 8

141 - Caminho Para A Liberdade (The Way Back): o diretor Peter Weir volta ao cinema com uma história inacreditavelmente real. Nota 6,5

140 - Bebês (Bébés): um documentário francês tão adorável que eu quase tive vontade de fazer um filho. Eu disse quase. Nota 9

139 - Negócio Fechado (Cedar Rapids): simpática comédia independente americana com um elenco em ponto de bala. Nota 7,5

138 - Premonição 5 (Final Destination 5, 3D): para quem tem prazer sádico em ver um elenco canastrão ser esquartejado em 3D, funciona q é uma beleza. Nota 5

137 - Hanna (Hanna): filme de ação com roteiro genérico, mas muito bem conduzido por Joe Wright, diretor de Desejo E Reparação. Nota 7

136 - Operação Madrinha de Casamento (Bridesmaids): apesar do título nacional pavoroso, a comédia MAIS ENGRAÇADA DE 2011. Nota 9

135 - Attack The Block: sensação do cinema inglês em 2011, é uma divertida mistura de Gremlins com sotaque britânico e consciência social.Nota 8,5

134 - A Garota da Capa Vermelha (Red Riding Hood): Chapeuzinho Vermelho para fãs de Crepúsculo. Tão ruim na prática do que na teoria. Nota 2

133 - Lost Boys 3 - The Thirst: Corey Haim deve ter morrido é de desgosto depois de ler o roteiro dessa porcaria. Nota 1 e olhe lá.

132 - Sofrimento (Bereavement): buracos no roteiro não são facilmente disfarçáveis com baldes de sangue cenográfico. Nota 5

131 - Cowboys & Aliens (Cowboys & Aliens): às vezes, os grandes fracassos de bilheteria são mais divertidos que alguns filmes de sucesso. Nota 7,5

130 - Che (Che: Part One): é um absurdo o Benicio Del Toro não ter pelo menos sido indicado pro Oscar. Nota 7,5

129 - Gamer (Gamer): uma idéia bacana desperdiçada por uma direção esquizofrênica e uma montagem epiléptica. Nota 3

128 - O Vizinho (Lakeview Terrace): interessante abordagem dos conflitos raciais no mundo moderno. Samuel L. Jackson mata a pau. Nota 7,5

127 - Sem Vestígios (Untraceable): uma Supercine com grife e um finalzinho prá lá de chinfrim. Nota 5

126 - A Vida É Dura (Walk Hard: The Dewey Cox Story): Judd Apatow produziu essa paródia das cinebiografias musicais. Tem bons momentos. Nota 7

125 - O Mistério das Duas Irmãs (The Uninvited): remake americano do terror sul-coreano Medo, surpreendentemente não é um horror no mau sentido.Nota 7

124 - O Homem do Futuro: tá aí o filme nacional mais divertido do ano. Capitão Nascimento McFly é o cara. Nota 8,5

123 - O Vigia (The Lookout): injusto fracasso de bilheteria, um thriller muito bem escrito e interpretado. Boa dica. Nota 8

122 - Imagens do Além (Shutter): refilmagem americana do terror tailandês Espíritos. Adivinha? É uma bosta. Nota 3,5

121 - O Homem Do Lado (El Hombre De Al Lado): humor negro argentino que escancara a podridão nas relações sociais contemporâneas. Nota 7,5

120 - A Casa (La Casa Muda): mesmo com uma reviravolta ilógica e q invalida quase todo o filme, é rodado em uma tomada só e isso faz diferença. Nota 7

119 - Guerreiro Silencioso (Valhalla Rising): muita contemplação prá pouca história. Nota 5

118 -  Planeta dos Macacos - A Origem (Rise Of The Planet Of The Apes): junto com X-Men - Primeira Classe, as duas maiores surpresas do ano. Nota 8

117 - Padre (Priest): nem tão bom quanto gostaria de ser, nem tão divertido quanto deveria ser. Nota 5

116 - Armadilha do Destino (Wrecked): Adrien Brody, sozinho, se esforça para manter o interesse em um filme literalmente arrastado demais. Nota 5,5

115 - Quero Matar Meu Chefe (Horrible Bosses): os coadjuvantes Kevin Spacey, Colin Farrell e Jennifer Aniston garantem algumas boas risadas. Nota 7

114 - Seqüestrados (Secuestrados): petardo espanhol q é espetacular no aspecto formal dos planos-seqüência, mas peca pelo niilismo exagerado. Nota 7

113 - Lanterna Verde (Green Lantern, 3D): roteiristas sem pilhas alcalinas deixam pálido um personagem que poderia brilhar. Nota 5

112 - Melancolia (Melancholia): Lars Von Trier pode ser um babaca, mas é um babaca genial. Nota 9

111 - Stake Land: espécie de Zumbilândia mais sério e com vampiros no lugar de mortos-vivos. Climão bacana. Nota 7,5

110 - A Árvore da Vida (The Tree Of Life): para a maioria, um martírio; para poucos, uma bênção; para mim, nota 9

109 - Super 8 (Super 8): a melhor forma de voltar no tempo até o cinema dos 80`s sem precisar de um DeLorean. Nota 9 com gosto.

108 - Aterrorizada (The Ward): John Carpenter virou preguiçoso depois de velho. Nota 5,5

107 - Red White & Blue: o vencedor do Fantaspoa 2011, quem diria, é um drama lento, violento e desesperançado sobre o interior americano. Nota 7,5

106 - A Serbian Film-Terror Sem Limites (Srpski.Film): trash medíocre alçado à categoria de obrigatório por uma decisão judicial imbecil. Nota 4,5

105 - Yellowbrickroad: uma estrada que começa e termina em lugar nenhum. Tédio na forma de imagens. Nota 2

104 - O Acerto (The Square): um film noir bacana vindo da Austrália, que deve muito a Gosto de Sangue, dos irmãos Coen. Nota 7,5

103 - Capitão América - O Primeiro Vingador (Captain América - The First Avenger, 3D): apesar das cenas de ação pouco inspiradas, um filme de super-herói divertido à moda antiga. Nota 8

102 - Harry Potter E As Relíquias da Morte - Parte 2 (Harry Potter And The Deathly Hallows Part 2, 3D): um desfecho muito digno para uma franquia que se manteve, no geral, acima da média. Nota 8,5

101 - A Minha Versão do Amor (Barney´s Version):o q se destaca é mais uma ótima atuação de Paul Giamatti e a maquiagem indicada ao Oscar. Nota 7,5

100 - Dominados Pelo Ódio (Mother's Day, 2010): Rebecca De Mornay mostra que ainda tem a mão prá balançar o berço. Sangüeira desvairada. Nota 7,5

99 - O Aprendiz de Feiticeiro (The Sorcerer's Apprentice): no padrão atual de Nicolas Cage, diversão rasteira vira ponto alto na carreira. Nota 7

98 - Last Night: um draminha que se esforça tanto prá ser Closer que perde pontos no caminho. Nota 6

97 - Os Inocentes (The Innocents, 1961): adaptação de A Volta do Parafuso, de Henry James. Creepy. Muito, muito creepy. Nota 9

96 - Tudo Sobre A Maldade (All About Evil): um trash dirigido por uma drag queen (!!!) com boas idéias, mas execução nem tanto. Nota 6

95 - Little Deaths: sessão-surpresa no Fantaspoa, como toda a antologia, tem um ponto fraco (o do meio), mas o saldo é positivo. Nota 7,5

94 - Zona Verde (Green Zone): injusto fracasso de bilheteria, é um filme de ação politicamente engajado e inteligente. Nota 7,5

93 - Jonah Hex (Jonah Hex): um horror, mas tem a Megan Fox de espartilho, o que afasta a nota zero. Nota 2

92 - Ubaldo Terzani Horror Show: homenagem aos giallos italianos da década de 70, só acerta no alvo com a maquiagem gore, lá no finalzinho.Nota 5

91 - Uma Noite Escura E Tempestuosa (Dark And Stormy Night): divertidíssima sátira dos filmes de terror da década de 30. Nota 8

90 - Gainsbourg - O Homem Que Amava As Mulheres (Gainsbourg – Vie Heroïque): tem um quê de Fellini nesta cinebiografia que é um dos melhores filmes do ano até aqui. Nota 9

89 - Assassino A Preço Fixo (The Mechanic, 2011): remake com Statham no lugar de Bronson, que é salvo pelas boas cenas de ação. Nota 7

88 - For the Bible Tells Me So: um documentário obrigatório, que deveria ser visto por vermes homofóbicos como Bolsonaro e Myriam Rios. Nota 9

87 - O Turista (The Tourist): começa bem, depois degringola e o que sobra é a beleza de Veneza e de Angelina Jolie. Nota 5,5

86 - Sobrenatural (Insidious): variação honesta dos filmes de casa mal-assombrada, com ecos de Poltergeist e cagaços em profusão. Nota 7,5

85 - Transformers - O Lado Oculto da Lua (Transformers – The Dark Side Of The Moon, 3D): menos horrível que a parte 2, mas ainda assim Michael Bay merece um soco na cara. Nota 4,5

84 - Fúria Sobre Rodas (Drive Angry): Nicolas Cage precisa urgentemente de um psiquiatra, um cabeleireiro e um novo empresário. Nesta ordem. Nota 3

83 - Incêndios (Incendies): sensacional candidato canadense ao Oscar 2011 de Filme Estrangeiro. Que baita roteiro! Nota 9

82 - O Invencível - Largo Winch (Largo Winch): co-produção anglo-francesa que é melhor do que muito filme de espionagem hollywoodiano. Nota 7,5

81 - Dzi Croquettes: um documentário tão emotivo q me fez ter saudades de um grupo teatral revolucionário q eu nem sabia q tinha existido. Nota 8

80 - O Besouro Verde (The Green Hornet): assim como em As Panteras, o tom de pastelão simplesmente não combina com o material original. Nota 5

79 - A Mentira (Easy A): um caso raro de comédia adolescente recente cujos dois neurônios não estão brigados. Nota 7,5

78 - O Buraco (The Hole, 2009): Joe Dante, diretor de Gremlins, ainda sabe uma ou duas coisinhas sobre terror infanto-juvenil. Nota 6,5

77 - Colinas de Sangue (The Hills Run Red): terrorzinho ruim que dói, com roteiro pavoroso e o protagonista mais gay da História do gênero. Nota 3

76 - Bronson (Bronson, 2009): debochado e caricato, um filme com ritmo próprio e uma atuação assombrosa de Tom Hardy (A Origem). Nota 7,5

75 - Meia-Noite Em Paris (Midnight In Paris): Woody Allen é gênio também com sotaque francês. Nota 9, raspando no 10

74 - Tudo Por Ela (Pour Elle): thriller francês empolgante, com a beleza perturbadora de Diane Kruger. Nota 8

73 - Os Agentes do Destino (The Adjustment Bureau): trama bacana e um casal protagonista com química garantem bom entretenimento. Nota 7,5

72 - Ódiquê?: um bom elenco que defende bem a malandragem carioca, num filme contraditório em suas intenções e execução. Nota 6

71 - A Proposta (The Proposition): bangue-bangue australiano violentíssimo, do mesmo diretor de A Estrada e escrito pelo músico Nick Cave. Nota 8

70 - Kung Fu Panda 2 (Kung Fu Panda 2, 3D): o roteiro é uma cópia do original, mas compensa com mais ação e visual bacana. Nota 7

69 - Session 9 (Session 9, 2000): um dos primeiros filmes de Brad Anderson (O Operário), é um suspense/terror intrigante e cheio de clima. Nota 7,5

68 - Reino Animal (Animal Kingdom): filmaço australiano sobre família de criminosos, indicada ao Oscar 2011 de Atriz Coadjuvante. Nota 9

67 - X-Men: Primeira Classe (X-Men: First Class): se eu tivesse bola de cristal, já saberia que seria um filmaço. Agora tenho certeza. Nota 9

66 - Anticristo (Antichrist): um filme muito difícil que abre margem a inúmeras interpretações. Todas elas relevantes. Nota 8

65 - Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos (You Will Meet a Tall Dark Stranger): Woody Allen, mesmo quando não acerta na mosca, acerta no alvo.Nota 7,5

64 - Thin: interessante documentário sobre um tema triste e complexo (jovens portadoras de distúrbios alimentares). Nota 7,5

63 - Mistério da Rua 7 (Vanishing on 7th Street): enfim, um filme capaz de tornar Fim dos Tempos, de Shyamalan, menos imbecil. Nota 3

62 - Além da Vida (Hereafter): Clint Eastwood conseguiu fazer um filme sobre espiritualidade sem qualquer relação com religiões. Nota 7

61 - Micmacs - Um Plano Complicado (Micmacs à tire-larigot): mais uma comédia criativa e divertida do diretor de Amélie Poulain. Nota 8

60 - O Assassino Em Mim (The Killer Inside Me): film noir violento e imprevisível, mas que peca por ser tão frio quanto o seu protagonista. Nota 6,5

59 - Se Beber Não Case - Parte 2 (The Hangover Part 2): cópia carbono mais chocante, mas menos engraçada que o ótimo original. Nota 6

58 - Piratas do Caribe - Navegando Em Águas Misteriosas (Pirates Of The Caribbean: On Stranger Tides, 3D): Rob Marshall tenta piratear Gore Verbinski. Não consegue totalmente. Nota 6,5

57 - Harry Brown (Harry Brown): um "Desejo de Matar" da terceira idade, com Michael Caine fazendo as vezes de vigilante. Acima da média. Nota 7,5

56 - Pânico Na Neve (Frozen): suspense razoável sobre três pessoas presas num teleférico de estação de esqui. Vale uma sessão coruja. E só. Nota 6,5

55 - Lixo Extraordinário: indicado ao Oscar de documentário 2011, é um brilhante retrato da arte de Vik Muniz e dos esquecidos do Brasil. Nota 8,5.

54 - Tucker & Dale vs. Evil: impagável sátira aos clichês dos filmes de serial killers. E o diretor é filho da Sally Field! Bizarro... Nota 8

53 - Velozes e Furiosos 5 - Operação Rio (Fast Five): um trash da gema. Nota 6,5

52 - Em Um Mundo Melhor (Hævnen): Oscar de Filme Estrangeiro 2011, é um pungente ensaio sobre a violência, mas peca por um final light demais. Nota 7

51 - Thor (Thor, 3D): tem defeitos, mas é divertido como um gibi tem que ser. Nota 8

50 - Pacific: uma idéia bem sacada que rende um documentário que nos faz ter vergonha alheia inclusive de nós mesmos. Nota 8

49 - Mary e Max, Uma Amizade Diferente (Mary And Max): uma das animações mais adultas, bonitas, tristes e profundas que eu já vi na vida. Nota 10

48 - Alexandria (Agora): uma aula de História, mas não necessariamente de Cinema, de Alejandro Amenábar. Nota 8

47 - Rápida Vingança (Faster): The Rock dá um tempo nas bombas infantis e volta a fazer o que sabe (dar porrada e tiros na bandidagem). Nota 7

46 - Rafinha Bastos - A Arte do Insulto: dvd do show solo do @rafinhabastos que faz até esquecer do temporal lá fora. Nota 7,5

45 - O Vencedor (The Fighter): Christian Bale, Melissa Leo e Amy Addams arrebentam, enquanto Mark Whalberg só se esquiva. Nota 8

44 - Nascida Para O Mal (Hush Little Baby): um filme que é tão ruim que não consegue nem ser bom. Nota 1

43 - Pânico 4 (Scream 4): nada como um serial killer das antigas para (re)reinventar um gênero. Nota 8

42 - Pânico 3 (Scream 3, 2000): o elo mais fraco da série, com um humor pastelão incômodo que não deixa espaço para o suspense. Nota 7

41 - Pânico 2 (Scream 2, 1997): com bastante suspense, reviravoltas imprevisíveis e humor na dose certa, é quase tão bom quanto o original. Nota 8,5

40 - Rio (Rio, 3D): o samba-enredo não é uma Pixar, mas alegoria, adereços, harmonia e evolução compensam. Nota 8

39 - Pânico (Scream, 1996): ainda hoje se mantém como um dos melhores do gênero slasher de todos os tempos. Esperto e movimentado. Nota 9

38 - Skyline - A Invasão (Skyline): aparentemente, em Hollywood há excesso de pretensos diretores e falta de orientadores vocacionais. Nota 3

37 - O Solteirão (Greenberg): o diretor de A Lula E A Baleia consegue a proeza de fazer Ben Stiller interpretar outro personagem. Nota 7,5

36 - Sucker Punch - Mundo Surreal (Sucker Punch): fetichismo ao extremo, gostosas com trajes mínimos, pancadaria e estilo visual. Nota 8

35 - Um Jantar para Idiotas (Dinner For Schmucks): há algo muito errado quando Steve Carrel e Zach Galifianakis não conseguem arrancar mais do que duas ou três risadas. Nota 5

34 - As Múmias do Faraó (Les aventures extraordinaires d'Adèle Blanc-Sec): e se Indiana Jones tivesse um filho com Amélie Poulin? Nota 7,5

33 - Sem Limites (Limitless): thriller esperto como o seu personagem principal. Neil Burger, diretor de O Ilusionista, tem futuro. Nota 8

32 - Invasão do Mundo - Batalha de Los Angeles (Battle Los Angeles): patriotada militarista besta, com cenas de ação legais. Desce com litros de Coca Zero. Nota 5,5

31 - Burlesque (Burlesque): algo como uma montagem de cenas de Showbar intercaladas com uma cópia paraguaia e em VHS de Moulin Rouge. Nota 4

30 - O Desinformante (The Informant!): não é prá todos os gostos, mas pro meu paladar funcionou. Matt Damon, gordinho e engraçado. Nota 7,5

29 - Rango (Rango): enfim, uma animação de um estúdio debutante no gênero que consegue fazer jus às produções da Pixar. Baita bangue-bangue. Nota 9

28 - Uma Noite No Museu 2 (A Night At The Museum: Battle Of The Smithsonian): agora que eu conheci o Museu in loco, fica mais divertido, mas se perde com tantos personagens. Nota 6,5

27 - Sede de Sangue (Bakjwi): o sul-coreano Park Chan-wook insiste em comprovar que é um dos melhores diretores em atividade. Nota 9

26 - Mistério No Bosque (The Watcher In The Woods, 1980): uma rara produção Disney com temática sobrenatural e ainda Bette Davis para arrematar. Nota 6,5

25 - Bruna Surfistinha: boa cinebiografia que é apoiada nos atributos físicos (mas não só físicos) de sua protagonista Deborah Secco. Nota 7,5

24 - O Padrasto (The Stepfather, 2009): refilmagem de slasher cult dos 80`s, com um roteiro que é uma genuína bosta. Nota 4

23 - Desconhecido (Unknown): bobagem divertida, destinada a virar hit da Supercine. Liam Neeson é um bom herói de ação. Quem diria... Nota 6,5

22 - Minhas Mães e Meu Pai (The Kids Are All Right): divertido e bem feito, mas nada que justificasse alguma indicação ao Oscar. Nota 7

21 - Stop-Loss - A Lei da Guerra (Stop-Loss): bom draminha sobre os reflexos da guerra no Afeganistão, mas aturar o Ryan Phillipe é dureza. Nota 6,5

20 - A Sétima Alma (My Soul To Take): Wes Craven atinge níveis inéditos de mediocridade. Muito medo de Pânico 4, no mau sentido. Nota 2

19 - Doce Vingança (I Spit On Your Grave): remake de um torture porn cult dos 70´s. A ultraviolência é tão exagerada q chega a divertir. Nota 6,5

18 - 127 Horas: James Franco dá uma de João-sem-braço prá tentar abocanhar o Oscar. Danny Boyle é um cara confiável. Nota 8,5

17 - Don't You Forget About Me: documentário sobre cineastas q foram atrás de John Hughes pouco antes de sua morte. Grandes depoimentos. Nota 7,5

16 - The Abandoned: filme de terror com cenas de borrar as cuecas, mas com um roteiro baianamente preguiçoso. Nota 6

15 - Um Homem Misterioso (The American): George Clooney faz cara de paisagem para belos cenários da Itália. Passa por média. Nota 6

14 - The Troll Hunter (Trolljegeren): um Cloverfield norueguês sobre caçadores de trolls. Absurdo e divertido como a premissa. Nota 7,5

13 - O Discurso do Rei (The King's Speech): Colin Firth e Geoffrey Rush estão im-p-p-p-p-p-ec-c-c-cáveis. Nota 8,5

12 - Bravura Indômita (True Grit): um faroeste à altura dos clássicos, mas com o tempero dos Irmãos Coen. The Big Lebowski goes West. Nota 9

11 - O Contrato (The Contract): John Cusack dever ter roubado esse roteiro da escrivaninha do Nicolas Cage. Cruz credo. Nota 3

10 - Deixe-me Entrar (Let Me In): boa refilmagem, mas é basicamente o original Deixa Ela Entrar, só que falado em inglês. Nota 7,5

9 - Cisne Negro (Black Swan): obra-prima do cinema. Tão perfeito quanto Natalie Portman. Não vejo defeitos. Nota 10 meeeesmo

8 - Santuário (Sanctum, 3D): efeitos 3D legais em um filmeco chato e derivativo. Nota 5

7 - After.Life: premissa intrigante num suspense q termina em cima do muro com medo de cair em algum dos buracos do roteiro. Nota 6,5 pelo clima

6 - Incontrolável (Unstoppable): Denzel Washington e Tony Scott formam um dos casais mais confiáveis de Hollywood. That´s amore. Nota 7,5

5 - Direito de Amar (A Single Man):brilhante ensaio sobre o luto e 1 tapa na cara dos homofóbicos. Visualmente irretocável. Nota 9

4 - Homens Em Fúria (Stone): drama pesadaço que vale só pelas interpretações de De Niro e Edward Norton. E pelos mamilos da Jovovich. Nota 6

3 - Centurião (Centurion): sangüeira desenfreada do diretor de Dog Soldiers e Abismo do Medo. Diverte muito. Nota 7,5

2 - Exit Through The Gift Shop: o documentário mais massa do ano; Banksy é a melhor coisa q surgiu para as artes plásticas em mto tempo. Nota 9

1 - O Pior Trabalho do Mundo (Get Him To The Greek): spin-off de Ressaca de Amor, uma comédia de rachar o bico. Nota 8

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Ressaca de Reveillón

(texto levemente inspirado em resenha feita para a Revista Rua Grande, remexido pelo próprio autor)


Em março desse ano, conheci Nova York ao vivo e a cores e gastei a sola dos guides troteando pela Grande Maçã. Entre um irish pub aqui e um museu ali, subindo e descendo a Times Square como quem anda pela Independência de São Leo, percebi que havia algo estranho quando dei de cara com dezenas de trailers estacionados um atrás do outro por toda a Sétima Avenida.

Foi só perguntar pro primeiro cop que eu avistei e já descobri: era a filmagem desse Noite de Ano Novo (New Year’s Eve, EUA, 2011) que acaba de entrar em cartaz, pouco mais de 9 meses depois. Acompanhei justamente parte da filmagem do que seria o réveillon anunciado pelo título, uma réplica do que ocorre na Times Square de Nova Iorque, com direito a bola luminosa caindo e o povo todo paramentado com adereços cênicos próprios da virada do ano. Juro que eu e a Si estávamos lá, inserido na massa de figurantes com cara de quem foi pego roubando doce de criancinha. Decidi que ficaria atento quando o filme estreasse para ver se achava os nossos focinhos no meio da multidão.

Foi por isso que resolvi dar um tempo na minha ojeriza por comédias românticas made in USA e encarar essa espécie de continuação de um tal de Idas e Vindas do Amor (Valentine´s Day) que eu nunca me dera ao trabalho de conferir.

Acontece que Noite de Ano Novo não é só mais uma produção americana mediana, dessas inofensivas e tals. O negócio é ruim até dizer chega. Constrangedor para todos os envolvidos, eu arriscaria. E olha que entre os envolvidos tem gente do quilate de Halle Berry, que depois de Mulher-Gato não deveria ficar corada com mais nada nessa vida.

Claro que Noite de Ano Novo é aquele típico “filme de mulherzinha” que tanto encanta a parcela feminina do público. É filminho prá ver de conchinha no sofá ou para sonhar com o príncipe encantado dobrando a esquina. Acontece que nem para esse público a porcaria funciona. Para se ter uma idéia, o filme ostenta orgulhosos 7 % de aprovação no site Rotten Tomatoes, um percentual tão baixo quanto qualquer bomba do Steven Seagal produzida diretamente prá home video. Nem as meninas suportaram tanto adoçante junto.

O roteiro segue a cartilha básica da reunião de um monte de personagens soltos em um determinado ambiente, passando pelas situações mais batidas possíveis e eventualmente esbarrando uns nos outros. Uma espécie de Short Cuts ou Simplesmente Amor caso esses dois fossem dirigidos pelo Ed Wood. O texto restringe-se a um interminável trololó sobre o poder do ano-novo como data capaz de resolver todo e qualquer problema, de desilusões amorosas e reconciliações familiares até... independência financeira!!!! E tome infindáveis discursos dignos do mais barato dos livros de auto-ajuda (quando o quarto personagem levantou uma taça de champanhe para falar umas palavrinhas, eu resolvi me mexer na cadeira para não começar a roncar tão alto dentro do cinema).

Se Nova Iorque permanece linda como em qualquer outro filme, nem mesmo o cenário é explorado a contento pelo aparentemente senil Garry Marshall, veterano diretor de sucessos como Uma Linda Mulher e de bombas como Diário da Princesa 2. Para Marshall, NYC limita-se a três ou quatro quarteirões em volta da Broadway e a um povo uniformemente bonito e bem-sucedido financeiramente. Nada de Harlem, Queens ou Bronx. A Manhattan do filme é mais homogênea que qualquer cidadezinha redneck do interior do Texas. Nada mais distante da Nova Iorque real, portanto.

Na parte cômica, nada, mas nada mesmo, funciona. Nenhuma piada é minimamente engraçada, fazendo qualquer filme do Rob Schneider parecer Chaplin. Segundo o filme, os latinos (aqui representados por Sofia Vergara e outro chicano anônimo) são débeis mentais exóticos, no mínimo. De engraçado, só a cara de dor do Jon Bom Jovi tentando acertar o texto. Tenho certeza que a cada tentativa do ex-roqueiro de interpretar, um querubim caiu duro dos céus.

O diretor Garry Marshall deveria estar ausente na maioria das cenas, comendo um hot dog em alguma esquina longínqua. É a única explicação para a total falta de timing para contar uma única piada que preste (e ele quase acerta em uma única cena, envolvendo uma velhinha e uma porta de elevador, mas consegue estragar incluindo uma frase absurda que arruína o tempo da anedota).

No elenco, há caras e bocas para todo o lado: Zac Efron, Halle Berry, Jessica Biel, Hilary Swank, Sarah Jessica Parker, Ashton Kutcher, Katherine Heigl, Jon Bon Jovi, e por aí vai. Uma constelação de astros desperdiçados em papéis minúsculos, incapazes de estabelecer a mínima empatia com o público E ver Robert De Niro e Michelle Pfeiffer envolvidos numa produção tão tosca é triste demais. Pfeiffer deve ter aceitado participar do mico coletivo por já ter trabalhado com Garry Marshall no bom Frankie & Johnny. Já De Niro, um dos maiores atores vivos, só tem cumprido tabela ultimamente, já que há muito tempo aceita passar vergonha em produções pavorosas em troca de um cheque polpudo (Entrando Numa Fria Maior Ainda Com A Família é do ano passado!).

Quanto à minha figuração, não me encontrei nas cenas do réveillon. A verdade é que nem procurei direito e tenho quase certeza que devo até ter fechado os olhos nas cenas de multidão. Até eu me senti constrangido com a possibilidade de estrear em Hollywood em uma bomba atômica dessas.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Respeitável Público



(texto produzido para a Revista Rua Grande, levemente, mas levemente meeeesmo, transfigurado pelo próprio autor)

Grandes diretores conseguem equacionar o respaldo da crítica dita "especializada" e daqueles que enxergam o cinema com uma lupa particular que transcende o conceito de mera diversão passageira com a aceitação do público que, ao buscar pipoca e refrigerante, sabe valorizar quando recebe champanhe e canapés em seu lugar. São cineastas como Almodóvar, Nolan, Spielberg, Scorcese, Coppola, Tarantino, Allen e tantos outros gringos, assim como alguns brasileiros (Meirelles, Padilha, Salles), que conseguem essa sinergia entre o apelo popular e a aceitação dos cinéfilos. Selton Mello acaba de engrossar essa lista com seu segundo longa como diretor, o felliniano O Palhaço, o melhor filme nacional de 2011 e uma das grandes produções do ano, independentemente de nacionalidade.

Grandes histórias não precisam ser épicas. Às vezes os dilemas mais mundanos, os conflitos mais comuns, os personagens mais corriqueiros são capazes de provocar no público as interfaces cerebrais e emocionais dignas de uma epopéia grega. E O Palhaço, com seu enredo à princípio simplório sobre o palhaço tristonho (o próprio Selton Mello) que busca reencontrar a própria identidade, ao mesmo tempo em que presta contas com sua relação de zelo e dependência com o miserável circo que um dia herdará de seu pai, também comediante de picadeiro (Paulo José), possui uma força emocional descomunal.

Grandes roteiros não são meramente escritos, mas lapidados como uma escultura de Rodin por seus autores. No caso de O Palhaço, o cuidado é tanto que um mero objeto de cena (um ventilador, que em um primeiro momento aparece apenas como um elemento cênico descartável, mas se revela a chave principal por trás da história central) serve de modelo para a construção do próprio texto, que é assumidamente circular, com personagens e situações que aparecem no começo para retornarem modificados ao final da obra. As diversas participações especiais (Jackson Antunes, Moacyr Franco, Tonico Pereira, Danton Mello, Ferrugem, Jorge Loredo), que aos mais desatentos vão parecer meros esquetes em meio à trama, um Zorra Total disfuncional, funcionam na realidade como as pás desse ventilador em forma de roteiro, todas elas (todas mesmo) servindo como propulsores e gatilhos para a jornada do adorável e complexo personagem principal.

Grandes diretores de fotografia têm a inteligência de nunca desviar o foco da trama a ser contada apenas para embelezar as imagens captadas por suas câmeras. E O Palhaço tem uma das fotografias mais espertas do ano, ao enquadrar por diversas vezes os personagens num tablado imaginário, perfilados como o público diante de um palco que, olhem só, é justamente ocupado pela platéia do cinema. Esse jogo de espelhos entre o que ocorre no picadeiro e fora dele é um dos grandes achados do filme, uma referência explícita ao que o americano Wes Anderson (de Os Excêntricos Tennenbaums até O Fantástico Sr. Raposo) vem fazendo com êxito exemplar já há alguns anos.

Grandes atores conseguem quebrar a quarta parede que divide o que ocorre dentro da tela e fora dela apenas com o olhar. Com pouquíssimas falas, Paulo José, com seu palhaço Puro Sangue, consegue transmitir uma infinidade de sentimentos apenas com seus olhos às vezes reluzentes, às vezes opacos. 

Grandes filmes conseguem grudar na mente e resistir ao teste do tempo. O Palhaço estreou timidamente e foi, devido ao boca a boca entusiasmado do público, ganhando mais e mais espaço no circuito, até ultrapassar a marca de 1 milhão de espectadores. E as imagens e sensações que provoca, como a demolidora revelação contida justamente no último enquadramento da última cena do filme, não saem da retina facilmente.  

Grandes obras às vezes vêm travestidas de pequenos filmes. Assim como grandes espetáculos podem estar escondidos até nos menores e mais paupérrimos circos do interior do Brasil.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Robócky Balboa



(texto construído a partir de peças catadas num ferro-velho, com fragmentos de uma resenha elaborada para a Revista Rua Grande, juntadas sem muita noção pelo próprio autor)
Numa manhã ensolarada de Los Angeles, lá pelos idos de 2009 ou 2010, reúne-se um grupo de executivos de um estúdio de Hollywood:
Engravatado 1: "Que tal se refilmarmos algum filme de esporte dos anos 80? Primeiro pensei em A Cor do Dinheiro, mas daí lembrei que sinuca não é esporte. Ou é? Sei lá, muito complexo. O que vocês acham de uma nova versão de Rocky?"
Engravatado 2: "Mas o Stallone acabou de fazer Rocky Balboa e encheu os bolsos. Parece que fez botox até no saco com a grana que ganhou na participação na bilheteria... Acho muito cedo para um remake. Vamos esperar mais uns dois anos, daí já podemos escalar o Justin Bieber no papel do garanhão italiano. E de repente a gente encomenda pros pais da Dakota Fanning mais uma mini-adulta prá fazer o par romântico. Com três anos, elas já tem cara de velhas, mesmo."
Engravatado 3: "Verdade, mas acho interessante mantermos nosso foco pelo menos no boxe. Quem sabe podemos usar a mesma história do Falcão - O Campeão dos Campeões?, aquele filme meia-boca com o Stallone sobre um campeonato mundial de queda-de-braço (pausa para gargalhadas generalizadas) que fez um sucesso incrível no Brasil?"
Engravatado 1: "Bah, que ótima idéia. Nunca fizeram um filme focado em relações familiares ambientado no mundo do boxe.”
Engravatado 2: “Você quer dizer, fora O Campeão...”
Engravatado 1: “Ah, é. Fora esse.”
Engravatado 3: “E tirando também o próprio Rocky Balboa, né? E O Vencedor, com o Batman e o Marky Mark, que saiu ano passado...”
Engravatado 1: “Hmmmm, é, tirando esses todos aí. De repente, acho que dá prá diferenciar deles. Quem sabe a gente enfia uns robôs no meio prá faturar em cima do sucesso dos Transformers?"
Engravatado 1 e Engravatado 3, em coro: "Fechado! Quando começamos a rodar?"
O diálogo acima, se é que não ocorreu exatamente com essas palavras, com certeza se aproxima muito da reunião em que foi decidido o financiamento para Gigantes de Aço (Real Steel, EUA, 2011), em cartaz nos cinemas.
No filme, ambientado em um futuro bem próximo (2020), o boxe tradicional foi banido por não atender às expectativas sanguinárias do público (são citados até os Gracie num diálogo!) e substituído por lutas entre robôs, que podem alcançar níveis de brutalidade antes impossíveis quando o esporte era praticado por homens.
Um ex-boxeador falido (Hugh Jackman, que provavelmente tem a mesma cláusula em seus contratos que o Matthew McConaughey que lhe impõe ter pelo menos uma cena sem camisa, por mais estapafúrdia e fora de contexto, em todo e qualquer filme em que atue), para receber uma bolada de dólares que pode lhe servir de financiamento para a construção de um desses robôs, é obrigado a conviver durante um tempo com o filho de 11 anos com quem nunca teve qualquer relação. A dupla acaba encontrando um robô antigo em um ferro-velho e, daí para estarem competindo na Liga Mundial do Boxe de Robôs, é um pulinho que não dura mais do que meia-dúzia de cenas clipadas.
Desde o início pensado como uma diversão voltada para a família inteira (ao contrário de Transformers 2 e 3, que visavam principalmente a parcela de deficientes mentais do público de cinema), Gigantes de Aço, ao mesmo tempo em que é previsível até a medula (ou, no caso, até o hard drive), também é agradável como só um filme que não demorará muito para ser reprisado à exaustão na Sessão da Tarde pode ser.
Equilibrando com competência a parte chororô do roteiro (a manjada redenção do pai ausente e a inevitável reconciliação com o filho e seus erros do passado é um pé no saco e uma ótima oportunidade de ir ao banheiro ou dar uns amassos na amiga que entrou desavisada no cinema) com a porção voltada à adrenalina (os fantásticos embates entre os robôs, filmados com gosto pelo diretor Shawn Levy, o mesmo dos dois Uma Noite No Museu), Gigantes de Aço acaba por se revelar um daqueles passatempos tão divertidos e despretensiosos que até dá para perdoar os seus defeitos que já vêm de fábrica.
E muito contribui para isso a acertadíssima decisão de nunca dotar o robô controlado pelos protagonistas com personalidade humana (o que até é sugerido em dado momento, mas que se atém aos limites da própria imaginação do garoto interpretado por Dakota Goyo, o mesmo piá que fez a versão mirim do Thor há alguns meses atrás), preferindo investir nos personagens de carne e osso, coisa rara em tempos de filmes como Transformers 3 ou qualquer outro protagonizado por Adam Sandler ou Rob Schneider.
Gigantes de Aço consegue um salvo-conduto louvável em meio às inúmeras porcarias carregadas de efeitos visuais fabricadas pelo cinemão americano: é um filme que, ao contrário de seus personagens metálicos, tem lá alguma alma dentro de si. Uma alma piegas e derivativa, mas ainda assim uma alma. O que, graças aos deuses do cinema, só foi possível porque os engravatados lá do início não deram pitaco também na hora de sua execução.
P.S.: cada vez que a Evangeline Lilly (sim, a Kate aqueeeela) dá um sorriso luminoso na tela, um fã de Lost é capaz de enfartar. Eu consegui me segurar. Leve comprimidos sublingüais, por via das dúvidas.